Persona, para os gregos, era a máscara que cobria o rosto das pessoas a fim de melhorar a acústica. Com o tempo, os artistas perceberam que as personas deixam as pessoas menos inibidas, mais propensas a falar de forma clara, sem timidez, sem constrangimento...
Ainda que sempre digamos que somos verdadeiros em nossas palavras, sinceros em nossos sentimos, uma persona fala por nós. Não é o que somos, é o que devemos ser.
Seguir as normas impostas pela lei é uma forma de moldar nossa personalidade a de uma minoria que um dia disse como deveríamos agir.
Os adolescentes que começam a fumar para entrar na "onda" estão apenas vestindo uma persona por cima do seu "eu" para se encaixar. E essas persona, por exemplo, com o tempo gruda em você e o que era apenas um dever ser, se torna o seu novo "eu". Pronto, já passou a hábito e você não mais se livra dela. Não é mais uma pressão externa que te leve ao vício, a própria nicotina já fez isso.
Evidentemente, existem muitos outros exemplos, mais sutis, mais suaves, que acontecem em nosso dia-a-dia e não percebemos. Mas quem liga? Tentar mudar também pode ser uma forma de entrar em um novo grupo, o dos revoltados ou não. De uma forma ou de outra, você já faz parte do jogo, como peão ou rei. E não perde por esperar o xeque-mate.
quarta-feira, 7 de março de 2007
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