quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

Sem Título

"Naquele momento eu senti meu mundo cair. Foi como se cada pequeno grão de areia do meu castelo estivesse se desintegrando ali, perante meus olhos. Alimentei rios com minhas lágrimas e me fechei naquele mundo sombrio e triste que eu havia criado.

A impressão que eu tinha era de que não iria sobreviver, não ia achar a porta daquele quarto escuro. Era como sonhar que estava sendo afogada, que o ar não preencheria novamente meus pulmões, que as células pouco a pouco se renderiam. Eu estava sufocando. Sufocando porque em algum ponto, que já se tornara distante pra mim, você havia me trocado. Usou e jogou fora. Era essa a sensação que eu tinha. Mas que já não me pertencia. Então eu me deixei ali, em um canto qualquer, abraçada aos joelhos. Voltei a ser a criança retraída, com medo das sombras e ruídos. Eu senti medo. E você se foi. Para sempre." - Pseudo história.

Por que não consigo sentir o que eu devo fazer? Por que as escolhas não me parecem certas, nunca? As oportunidades não surgem, os novos amigos não chegam. Eu queria, alguma vez na vida, ter a certeza de que a minha escolha foi a melhor, de que o meu caminho é o dos tijolos amarelos. Mas naõ há como prever o futuro, como me certificar de que não terei de recomeçar, em algum ponto, por uma nova estrada de tijolos azuis, verdes, vermelhos...

1 comentários:

Julia Pulha disse...

A gente só sabe se a escolha foi certa depois de um certo tempo... Primeiro temos que arriscar!