"Naquele momento eu senti meu mundo cair. Foi como se cada pequeno grão de areia do meu castelo estivesse se desintegrando ali, perante meus olhos. Alimentei rios com minhas lágrimas e me fechei naquele mundo sombrio e triste que eu havia criado.
A impressão que eu tinha era de que não iria sobreviver, não ia achar a porta daquele quarto escuro. Era como sonhar que estava sendo afogada, que o ar não preencheria novamente meus pulmões, que as células pouco a pouco se renderiam. Eu estava sufocando. Sufocando porque em algum ponto, que já se tornara distante pra mim, você havia me trocado. Usou e jogou fora. Era essa a sensação que eu tinha. Mas que já não me pertencia. Então eu me deixei ali, em um canto qualquer, abraçada aos joelhos. Voltei a ser a criança retraída, com medo das sombras e ruídos. Eu senti medo. E você se foi. Para sempre." - Pseudo história.
Por que não consigo sentir o que eu devo fazer? Por que as escolhas não me parecem certas, nunca? As oportunidades não surgem, os novos amigos não chegam. Eu queria, alguma vez na vida, ter a certeza de que a minha escolha foi a melhor, de que o meu caminho é o dos tijolos amarelos. Mas naõ há como prever o futuro, como me certificar de que não terei de recomeçar, em algum ponto, por uma nova estrada de tijolos azuis, verdes, vermelhos...
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007
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1 comentários:
A gente só sabe se a escolha foi certa depois de um certo tempo... Primeiro temos que arriscar!
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